Coisas Avessas
segunda-feira, 18 de julho de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ciranda,cirandinha
Quando eu lembro de minha infância é como se voltasse ao tempo,e sentisse até o cheiro do giz de cera.Antes eu moldava o mundo inteiro com apenas um pedaço de massinha ,hoje tenho que construir uma vida inteira sem ao menos ter certeza de nada.Antes minha maior alegria era ver as bolinhas de sabão que eu fazia estourando no ar,hoje faço bolinhas coma fumaça de meu cigarro que se desfaz na madrugada fria e solitária.
O segredo da infância é que tudo é tão mais simples,a minha única preocupação era com que cor pintaria a pétala da florzinha que havia desenhado,mudava de ideia a toda hora,já fui de tudo um pouco,desde dona de casa até aeromoça de um avião,e para acontecer tudo isso utilizava apenas uma ferramenta a imaginação,não vivia de dúvidas,apenas de certezas,hoje não tenho certeza mais de nada,não sei nem quem eu sou,e aprendi uma palavra nova,impossivel,sim pois antes não a conhecia.
Porém o pior de tudo não é sentir o amargo da vida,e sim lembrar de como aquele algodão era doce.
Gabriela Vasconcelos
domingo, 5 de dezembro de 2010
Você é carne
Você não tem alma
A alma que te tem
A alma que manipula as batidas do seu coração, não você.
Você tem carne, tem mente.
A alma é inversamente proporcional a você
Porque você é carne
Quando você está triste
Sua alma que está triste
Não você
Sua carne está feliz
Ela controla sua face
E você sorri
Mais sua alma está triste
Você se mostra leve
Mais sua alma está pesada
Se jogasse sua alma no mar ela seria como uma âncora
Você não tem sentimento, sua alma tem.
Você não tem alma
A alma que te tem.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A coisa mais estranha é o sentimento que tenho por você
Quando penso que está tudo certo, algo dá errado.
Quando penso que te tenho é ai que te perco
Quando não penso mais em você é quando você apareceMesmo tendo todas essas controversas é impossível te esquecer
É impossível não pensar, não sentir.
Você é uma ferida que me marcou, ferida que some e que aparece.
Quando aparece é como se nunca tivesse sumido
Acho que você já dominou meu corpo, minha mente.
Pois seu cheiro, sua pele, seu calor, seu beijo, já está cravado em mim.
Agora quando você some, me sinto vazia, vazia não, diria meio vazia.
Pois sua lembrança ainda habita em mim...
É o que alimenta ainda mais a vontade de te ver
E quando te vejo.
Já não me enxergo mais.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
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